Today I found this cute and beeeautiful letter you wrote, I read it and I didn’t know what to feel. I was smiling ‘cause I was thinking about how cute we used to be with each other and I wanted to cry bacause it didn’t last forever. I mean, we are still friends and you can count on me whenever you need, but we aren’t that close anymore…
I won’t ask you why ‘cause I know it wasn’t your or anybody’s choice. But I can’t help thinking that I want to discuss something about this topic with you someday. I wanna know if there’s still a chance for that strong and sincere friendship.
And here I am: talking about a friend as I was talking about a guy. What’s my problem?! I just feel like friends are as important as any guy, you know me well…
“Until it’s too late it’s not too late”
♫ Maybe I’ll get famous as the man who can’t be moved, maybe you won’t mean to but you’ll see me on the news and you’ll come running to the corner. ‘Cause you’ll know it’s just for yoooooooooou! I’m the man who can’t be moved ♫
É tanta gente me tratando como se eu não tivesse sentimentos, como se eu não ficasse triste, que estou começando a acreditar que sou um monstrinho.
Sério, chego a pensar “Poxa, sou mesmo tão ruim assim? Por quê? Quero mudar!”. Não sei qual é o problema, o que está errado. Se sou eu, se são as pessoas, minhas atitudes ou o que eu deixo de dizer.
Eu ficaria com a última opção, ainda que em dúvida… Estou sempre sorrindo, falando bobeira, deixando de dizer o que sinto. Mas será que é difícil de entender que eu só omito tudo isso pra não incomodar ninguém? Eu hein, fica mais difícil agradar as pessoas a cada dia que passa.
Talvez eu seja só uma criança querendo atenção. Passei a minha infância e pré-adolescência toda “bonita”, tentando ser madura, sendo amiga de pessoas mais velhas, me sentindo parte das conversas sérias de família, me dando bem com “os grandões”.
Digo, isso era o que eu pensava, né? Porque talvez “os grandões” fossem como eu sou agora: bobona. Isso, eram todos bobões!
Eu choro por tudo quanto é bobeira, brinco como uma pirralha daquelas bem chatas, dou risada das coisas mais idiotas possíveis e, pra completar as bobices(is this a word, google chrome?), imploro por atenção das maneiras mais babacas e infantis que existem.
Eu poderia dizer que reconhecer isso tudo “já é alguma coisa”. Mas não, não direi. Não direi porque não sei, não faço ideia do que isso representa. Pode ser que realmente seja algo bom, mas quem sabe não é mais idiotice ainda?
Deve ser mais um modo de chamar atenção de alguém, de querer ter alguma coisa especial, ser alguém diferente. Deixemos por isso mesmo. Sou uma bobona de dezessete anos, imatura até não sei quando. Ser criança tem seu lado bom, não é?
Então vou lá ser um bebê, brincar com as minhas amigas mais novas e falar de amor e amizade como uma pré-adolescente. O texto que fique por aqui mesmo, sem sentido algum.
Eu estou assim, impossível de entender, com uma ideia atrás da outra, um pensamento atrás do outro, um sentimento atrás do outro, não consigo concluir nada disso. Não sei nem se o que falta é coragem pra encarar, se é saber o motivo de tudo isso ou se é tudo coisa da minha cabecinha de criança.
E esse tempo vem chegando, me amedrontando, preocupando, transformando. O que era alívio, agora é tensão. A vontade de parar o mundo é cada vez maior. O desejo de ter controle sobre tudo, sobre o mundo.
Pode parar o tempo, por favor? Tudo bem, as coisas tem que correr, as pessoas precisam reagir, agir, fazer, realizar, mas é estranha essa minha necessidade de ter todos aqui por perto, isso não é certo…
Talvez nunca mais tenhamos aquilo que nos fez feliz um dia, mas nós sempre podemos encontrar novos motivos para sorrir. Sabemos que será difícil, que vai haver obstáculos -nós mesmos seremos um, pessimistas que somos, esperando sempre pelo pior, chorando por puro drama, carentes até o fim- mas temos que sorrir.
Mesmo que não haja toda aquela felicidade, nem metade dela, precisamos nos esforçar e aprender a amar algo novo, a sentir diferente, a rir diferente. Quem sabe não podemos ser ainda mais felizes do que fomos? Arrisquemos.
Vamos dar uma chance a tudo o que não conhecemos ainda, deixar de criticar e lamentar. É hora de experimentar. Pode ser que na próxima tentativa esteja sua felicidade, deixe o desânimo e a preguiça de lado, go for it!

Vontade de fazer manha, resmungar, espernear, pedir pra alguém me aturar por algum tempo.
Vontade de abraçar, abraçar forte, muito forte. Fechar os olhos, chorar, me sentir segura.
Depois rir, rir desesperadamente, ser boba, ser feliz.

